Aneurisma cerebral
Aneurisma cerebral é definido como uma dilatação sacular ou difusa do vaso arterial, normalmente relacionado ao enfraquecimento de sua parede, que acomete de 3 a 5% da população com uma prevalência para o sexo feminino de aproximadamente 60%, sendo que 20 a 30% dos pacientes terão múltiplos aneurismas.
A principal e mais grave conseqüência dos aneurismas cerebrais é a sua ruptura, produzindo hemorragia cerebral, associada a uma mortalidade de 30 a 50% dos pacientes e a altos índices de sequela, sendo que aproximadamente apenas 30% voltam à vida normal. Outros sintomas se referem aos aneurismas gigantes, que são descritos como lesões de grande volume, levando a compressão de estruturas cerebrais.
O diagnóstico é feito através de avaliação clínica em conjunto com exames complementares tipo: tomografia computadorizada cerebral, ressonância magnética, angioressonância ou angiotomografia. Nos casos com indicação de tratamento é realizada angiografia por subtração digital para melhor localização e caracterização do(s) aneurisma(s).
O tratamento dos aneurismas cerebrais por via endovascular com embolização é atualmente o método de escolha para a maioria dos casos, pois utilizada as próprias artérias como via de acesso, não necessitando de abertura do crânio e manipulação do cérebro. A embolização consiste na navegação de cateteres através das artérias cerebrais até o interior do aneurisma, usando materiais embolizantes tipo molas de platina para a sua oclusão, não permitindo que o sangue continue circulando em seu interior, previnindo sua ruptura.
Atualmente existem diversas técnicas endovasculares para o tratamento dos aneurismas cerebrais, usando somente molas de platina ou em conjunto com balões e/ou Stents.